14 de abril de 2024
DestaquePolícia

Júri de acusado de matar em acidente ouve todos os envolvidos pela manhã



O julgamento de Alcides Antonio de Oliveira, 52, acusado de matar uma bebê de 1 ano em acidente de trânsito ocorrido em 2014, em Santa Cruz do Rio Pardo começou na manhã desta sexta-feira (01). O júri composto por sete membros já ouviu testemunhas de defesa e acusação;  as vítimas do acidente e o réu. Os trabalhos no tribunal foram interrompidos para intervalo de almoço e, à tarde, retornam para debates entre promotoria e advogados. A sentença deve sair até o fim do dia. Alcides responde por três lesões corporais e homicídio qualificado, que tem pena mínima de 12 anos de prisão.

O JULGAMENTO
Os primeiros a serem ouvidos no julgamento foram as vítimas que estavam no Renault Scenic: o condutor Pablo Macedo, Cinthia Montalvão e Vivian Campbell Seixas (mãe da bebê Vitória, que faleceu). Todos contaram detalhes do dia do acidente.

Na noite de 21 de junho de 2014 Vivian estava na casa de Cinthia, no Jardim Ipê. Ambas se preparavam para uma festa na casa de outra amiga no Parque das Nações. No Renault Scenic, Vivian, com sua filha no colo, sentou atrás do banco do motorista Pablo. Cinthia foi no banco do carona. Fábio, um amigo dos três, conduzia sozinho um gol branco e saiu na frente rumo à festa.



O acidente ocorreu quando Pablo acessou a SP-225 sentido Ipaussu. Fábio, que conduzia o gol, disse que viu um veículo na contramão e conseguiu desviar. O veículo na contramão, um Ford Versailles, foi o que se chocou com o Scenic. O Ford era o conduzido pelo réu Alcides.     

Em seu depoimento Vivian disse que antes da colisão se lembra de Pablo dizer “segura que vai bater”. Depois, se recorda que, ao acordar, não viu sua filha Vitória, que já havia sido levada para o hospital. (réu percorreu vários bares; leia abaixo)

Veja a entrevista de Vivian:

O dono de um bar de Ipaussu, onde o Alcides tinha uma namorada, disse que na noite do acidente o réu tomou conhaque em seu estabelecimento. Ele ainda teria dito para Alcides dormir em Ipaussu e ir embora no dia seguinte.  O réu, segundo testemunha, também bebeu em um bar localizado no bairro São José, em Santa Cruz, antes de ir para Ipaussu. Na volta, antes de ir para casa, Alcides bebeu ainda uma cerveja na casa do irmão Zacarias, no Parque das Nações. Zacarias, disse que seu irmão estava bêbado. Ao ir embora, Alcides erra o acesso à rodovia e dá a ré no trevo do Parque das Nações. Depois ajusta a rota e segue na rodovia até o momento do acidente. 

Alcides que ficou o tempo todo de cabeça baixa no julgamento, confessou em seu depoimento que ingeriu bebida alcoólica na noite do acidente.




Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *