18 de abril de 2024
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Dr. Eduardo Ursolino – O impacto das telas na saúde mental das crianças e dos adolescentes

Vivemos na era da revolução tecnológica, onde cada vez mais os dispositivos eletrônicos estão presentes no nosso cotidiano. Temos aplicativos para tudo, as redes sociais tomaram conta do nosso tempo, e não nos sentimos bem se não estamos com o nosso smartphone.

É certo que a tecnologia tem inúmeras vantagens, e é necessária, porém devemos utilizá-la com cautela, principalmente pelas crianças e adolescentes, que de uns anos para cá passaram a consumir esses dispositivos de forma desenfreada, o que é extremamente preocupante para o futuro de uma geração que está por vir.

A faixa etária da infância e adolescência é determinante para o desenvolvimento da nossa  personalidade, é a fase do neurodesenvolvimento, onde o nosso cérebro está em formação, e chamamos este período de ”tempo precioso”. Neste período aprendemos a olhar para as outras pessoas, descobrir o mundo, conhecemos a nossa identidade, e desenvolvemos habilidades sociais, intelectuais e até manuais; mas para isso é necessário uma interação com o ambiente em que vivemos.

Portanto o uso exagerado da tecnologia nesta fase pode vir a implicar no desenvolvimento da criança e do adolescente, o que pode acarretar em dificuldades para lidar com emoções e frustrações, prejuízo das suas capacidades de estudar ou exercer uma atividade ocupacional, prejuízo dos relacionamentos interpessoais, e até mesmo no desenvolvimento de transtornos mentais, mesmo que estes venham a se desenvolver somente na vida adulta.

Cabe aos pais de hoje ficarem atentos, limitar o tempo de uso dos dispositivos eletrônicos por seus filhos (o tempo máximo de 2 horas por dia é o suficiente), estabelecer uma rotina com atividades diversificadas incentivar a realização de exercícios físicos, sono reparador, alimentação saudável, e a prática de atividades em grupo. Se o consumo da tecnologia estiver ocorrendo de forma exagerada, se deve encaminhar o filho para um profissional da área, pois a intervenção precoce é essencial para uma boa evolução terapêutica. 

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